Zonialabs
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· 2 min de leitura · Wladmir Bonazza

4 meses construindo o Kodzonia. 30 dias de números.

7.209 chamadas, 3,8 bilhões de tokens e 529 despachos de subagentes — em código real, não em demo. O que os agentes estão fazendo, e a decisão de arquitetura por trás disso.

Nos últimos anos venho construindo soluções complexas de IA para problemas reais — agentes autônomos, sistemas multimodais, voz, integrações, MCP, migração de dados e automações operando em ambientes que já existiam antes da IA.

O Kodzonia nasceu dessas experiências.

4 meses construindo. Os números abaixo são só dos últimos 30 dias.

7.209 chamadas. 3,8 bilhões de tokens.

Isso é um recorte do painel de auditoria do Kodzonia — a plataforma de engenharia agêntica que venho construindo na Zonialabs.

E o mais interessante não é o volume de tokens. É o que os agentes estão fazendo.

Hoje uso o Kodzonia diariamente em código real — inclusive no que sustenta a operação da BeCash, onde sou CTO. O próprio Kodzonia também é desenvolvido com o Kodzonia. E já tem código aceito fora de casa — pull requests mergeados em um projeto externo de firmware Linux.

As ferramentas mais usadas nesses 30 dias:

run_shell · read_file · code_search · dispatch_subagent · edit_file · apply_changeset · git_inspect

1.495 execuções de shell. 740 leituras de arquivo. 640 buscas no código. 529 despachos de subagentes. Mais edições, changesets, inspeções de Git e memória.

Isso não é autocomplete.

São agentes lendo o repositório, pesquisando código, delegando trabalho a outros agentes e alterando o sistema — trabalhando com o contexto do projeto inteiro, não só o arquivo aberto.

Tem uma decisão de arquitetura por trás disso: o Kodzonia não foi construído em torno de um único modelo.

Nesses 30 dias, o gateway orquestrou modelos da Anthropic, Kimi e OpenAI.

O modelo é parte da arquitetura — não a arquitetura inteira.

Depois de anos colocando IA em sistemas reais — e de 4 meses construindo o Kodzonia — uma coisa ficou clara para mim:

IA em produção não morre no modelo. Morre na segunda semana.

A demo funciona.

Depois ela encontra o legado. A integração que ninguém documentou. A decisão arquitetural de meses atrás. O contexto que sumiu entre uma sessão e outra. Um segundo projeto que depende do primeiro. E o custo de tratar toda tarefa como se precisasse do mesmo modelo.

Foi esse "depois da demo" que me fez construir o Kodzonia.

Não estou construindo mais um autocomplete.

Estou construindo um sistema de engenharia em que agentes trabalham com contexto, memória, múltiplos projetos, ferramentas e modelos diferentes como partes do mesmo todo.

O Kodzonia é também uma das tecnologias que deram origem à Zonialabs.

Até agora construí muito mais do que mostrei.

Isso muda a partir de hoje.

Vou abrir por aqui os números, as decisões e os erros do caminho — e compartilhar o que eu aprender enquanto o produto evolui.

Pra quem já passou da fase da demo: qual foi o primeiro problema que apareceu quando você colocou IA pra trabalhar numa base de código que já existia?